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O Equilíbrio Foi A Ordem do Dia


Para quem esperava um dia de muitas jogadas e redes balançando, as duas partidas de hoje demontraram muito pouca emoção de fato. A partida do time da casa ainda foi bastante movimentada, tanto pelos jogadores sul-africanos quanto pelos jogadores mexicanos, em especial a jovem dupla Vela e Giovanni dos Santos, que pecou pela ansiedade. Na seleção da África do Sul, os jogadores realmente demonstraram muito empenho e por pouco não ganharam o jogo, acertando bolas na trave e esbarrando no goleiro Pérez. Tshabalala, meia do time nacional Kaizer Chiefs marcou um golaço num chute do começo da área para inaugurar o marcador de gols, entretanto, o experiente zagueiro Rafa Márquez empatou o jogo numa saída ruim da linha de defesa, dando-lhe condição de dominar a bola e chutar pro fundo das redes do excelente goleiro Khune, que também foi um dos grandes destaques do jogo.


No outro jogo do grupo, o momento mico da rodada. Ficando no 0 a 0, França e Uruguai demonstraram muito pouco empenho para mudar o placar e acabaram perdendo pontos importantíssimos por isso. O que mais chamou a atenção no jogo, porém, foi um fato curioso que aconteceu envolvendo o atacante francês Thierry Henry. Durante o segundo tempo, Henry fez uma jogada dentro da área e chutou a bola, acertando a mão do jogador uruguaio dentro da área, a que o árbitro não viu e mandou o lance seguir. Até aí, tudo bem, mas basta lembrar como a França se classificou para o mundial que é possível compreender a feição de Hnery depois do lance. Com uma 'mão salvadora' de Henry nos momentos finais da partida contra a Irlanda na repescagem europeia, a França se classificou e eliminou os irlandeses, que demonstraram muita insatisfação com o lance, que virou referência nas notícias jornalísticas mundo afora. Ontem, foi Henry que provou do próprio remédio, e pouco depois, ele próprio percebeu essa curiosa ironia do destino, que ficará para a história nos anais dos mundiais.

O equilíbrio, portanto, foi a regra do dia, e ninguém saiu na frente no grupo 1, quem se destacar na próxima rodada deve ter grande vantagem, mas isso só será garantido dentro de campo, não fora.

É Hoje!

Hoje, às 11 horas da manhã (horário de Brasília), começa o maior torneio de futebol do mundo, quando a seleção da casa, a África do Sul, vai enfrentar a seleção do México no grande estádio da competição, o Soccer City. Infelizmente, a África do Sul acordou hoje com um gosto meio amargo na boca, depois que um acidente de carro matou a bisneta do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, Zenani Mandela, de 13 anos.
Isso demonstra o quanto precisamos reforçar as campanhas contra o consumo de álcool antes de dirigir, e que as leis contra a direção embriagada precisam criar as condições para que este tipo de coisa não se repita mais.

Por conta desse infeliz acontecimento, a principal figura do primeiro país africano a sediar uma Copa do Mundo não comparecerá à estréia do mundial, e com toda razão. Aqui, desejo tudo de melhor ao sr. Mandela, e que ele possa lidar com tudo de maneira o máximo harmoniasamente para continuar com o sorriso emblemático que carrega no rosto em toda entrevista e lugar que vai.

Para o futebol, hoje deve ser um dia muito interessante, com a partida de abertura e já à tarde o complemento da primeira rodada do Grupo 1, onde França e Uruguai se enfrentam no estádio Green Point, na Cidade do Cabo. Com Henry no banco e Ribéry no ataque à princípio, não tenho tanta certeza se o time francês terá a desenvoltura que seu elenco permitiria, mas o esquema 3-4-3 do Uruguai pode facilitar na marcação nas ofensivas francesas, ainda que estes tenham que enfrentar os bons zagueiros Lugano, Victorino e Godín. A boa fase do goleiro francês Lloris pretende impedir as ofensivas poderosas de Forlán e Luís Súarez, que precisarão usar sua experiência européia para passar pelos experientes Abidal e Gallas.
No jogo do dia, entretanto, o time da casa quer poder retribuir toda a animação da torcida dentro de campo, querendo marcar gols com seu atacante Mphela, que não terá vida fácil com o capitão mexicano Rafa Márquez protegendo a meta mexicana. Hoje, vai ser muita emoção a cada toque na bola, com toda certeza.


E que vençam os melhores! 

Análise pré-Copa 2010

Bem-vindos ao blog extensão do 'Diario de um Campeonato Brasileiro', site dedicado à campanha do Fluminense no torneio de nome já mencionado. Aqui, analisaremos com seriedade o que pode acontecer no decorrer do maior torneio internacional do mundo, a Copa do Mundo, e na jornada da nossa Seleção Brasileira.
Para começar o blog com um artigo de gala, postarei a seguir um estudo dos grupos da fase inicial da Copa e o que podemos esperar de cada um:

GRUPO 1

O grupo dos donos da casa é composto por África do Sul, México, Uruguai e França. Composto por times de tradição no futebol mundial e aspirantes a altos voos na competição, esse grupo deve ser marcado pelos jogos baseados no esforço físico, principalmente. Apesar de México e África do Sul sairem atrás no conjunto geral, o time africano terá todo o apoio de sua torcida, que já demonstrou na Copa das Confederações ser capaz de animar a equipe de maneira brilhante, fato comprovado pelo ótimo desempenho na competição, sendo eliminada apenas pelo Brasil na semi-final com gol nos minutos finais. O destaque do time é o meia Pienaar, do Everton (Inglaterra). O México vem para a Copa com uma equipe pouco badalada, mas com vários jogadores que atuam nos grande campeonatos europeus, como o jovem atacante Vela, do Arsenal (Inglaterra), e o experiente zagueiro Rafa Márquez, do gigante Barcelona (Espanha). Entretanto, pela frente, eles encontrarão equipes cujo futebol está mais consolidado, como o ofensivo Uruguai, com o habilidoso atacante Forlán, do Atlético de Madri (Espanha) e o jovem Suárez, que na última temporada despontou no time do Ajax (Holanda). Entretanto, o time uruguaio não possui uma grande figura de referência no seu meio de campo, dificultando talvez o fluxo das jogadas. No time francês, os jogadores mais badalados devem levar o time a conquistar a vaga, uma vez que a seleção conta com o talento dos meias Gourcuff, do Bordeuax (própria França), Malouda, do Chelsea (Inglaterra), e do magnífico Ribéry, do Bayern Munich (Alemanha).
Para o resultado final do grupo, aposto na seleção de casa (África do Sul), e na já mencionada França.


GRUPO 2




























O grupo do nosso grande rival Argentina é um grupo de estilo de jogo mais tímido apesar de veloz. A Nigéria possui os ágeis atacantes Martins, do Wolfsburg (Alemanha), Yakubu, companheiro de clube do sul-africano Pienaar, e Obinna, do Málaga (Espanha), podendo ser uma surpresa no quesito ofensivo, porém nem os laterais Taiwo, campeão francês pelo Olympique de Marséille (França), e Odiah, do CSKA Moscow (Rússia) dão a firmeza que o time precisa no setor defensivo do time. Na Coréia do Sul, do extremamente habilidoso Park Ji-Sung, do Manchester United (Inglaterra), também tem na velocidade do seu ataque uma arma perigosa. A Grécia, 12ª colocada no ranking da Fifa, possui muitos jogadores habilidosos, e pretende com as atuações do atacante Theofanis Gekas, do Hertha Berlin (Alemanha) e do experiente zagueiro Kyrgiakos, do Liverpool (Inglaterra), repetir sua melhor campanha em torneios internacionais de 2004, quando foi campeã da Eurocopa. Agora, aos hermanos. Nem é preciso dizer que a grande estrela do time e uma das principais de toda a Copa é o atacante Messi, do Barcelona. Além dele, a equipe conta com excelentes homens de frente como Higuaín, do Real Madri (Espanha), Tevez, do Manchester City (Inglaterra) e Agüero, companheiro de ataque do uruguaio Forlán, entretanto, conta com uma enorme carência no setor de criação de jogadas no meio de campo, desde que o habilidoso meia Riquelme anunciou que deixaria a seleção sob comando do ídolo Diego Maradona. Ainda assim, aposto no jovem meia recém-campeão do Campeonato Português pelo Benfica, Di María, como uma das possíveis revelações do torneio.

Para a conclusão da fase de grupos, aposto na classificação da Argentina e na decisão cabeça a cabeça entre a Nigéria e a Grécia, pendendo no final para o lado grego, cujo sistema defensivo é mais fixo que o nigeriano.